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VINICIUS: PALAVRA E MÚSICA

Aula-show · Paula Morelenbaum, Zé Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski


foto do show Vinicius: Palavra e Música

DESCRIÇÃO

Vinicius: Palavra e Música
Paula Morelenbaum, Zé Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski
Vinicius de Moraes (1913-80) já era um poeta consagrado quando conheceu Tom Jobim, seu parceiro no espetáculo Orfeu da Conceição, de 1956. Para além das várias canções que os dois então fizeram juntos ¬– só as primeiras de uma longa lista de clássicos do nosso cancioneiro – os resultados desse encontro seriam decisivos para a vida cultural do Brasil. Não só a bossa nova, mas todo um modo de pensar a canção, como encontro privilegiado entre poesia e música, ganhava ali um modelo, a ser desenvolvido de mil e uma formas.

A importância de Vinicius (também um compositor de relevo) não pode ser minimizada: se a canção, para nós, é um registro incontornável, onde a cultura se vê e se pensa a si mesma, isto se deve, em boa medida, à contribuição do poeta, que foi passando de um gênero a outro, ao longo dos anos, com vários parceiros (Baden Powell, Carlos Lyra, Chico Buarque, Toquinho, entre outros), sempre supremo no artesanato da poesia cantada e sempre arrojadadamente livre no espírito e na vida.

Reunindo os talentos musicais, literários e acadêmicos do compositor, cantor e pianista (e professor da USP) Zé Miguel Wisnik – reconhecido como um dos nomes de ponta da música brasileira – e do compositor, violonista, crítico e escritor (e diretor artístico da Osesp) Arthur Nestrovski, juntamente com a cantora Paula Morelenbaum (outro nome de ponta da nossa música, reconhecida internacionalmente desde os anos em que integrou a banda de Tom Jobim), o espetáculo traz uma seleção de canções de Vinicius de Moraes e seus parceiros, entremeadas de leituras de alguns poemas e conversas sobre vários assuntos. Da formação do cancioneiro brasileiro ao artesanato de letra e música; das potências transformadoras da bossa-nova ao debate sobre a “morte da canção”, Morelenbaum, Wisnik e Nestrovski cantam e contam a música de Vinicius, situada por eles no contexto da cultura brasileira hoje.

Acesse www.viniciusdemoraes.com.br e veja um vídeo do espetáculo
fotos de divulgação
crédito obrigatório: Tuca Vieira

SOBRE OS ARTISTAS

Paula Morelenbaum é cantora. Por 10 anos (desde 1984), apresentou-se com Tom Jobim, participando da gravação dos álbuns Passarim, Antonio Brasileiro, Tom Jobim Inédito e Tom Canta Vinicius. Em 1992 lançou seu primeiro álbum solo, Paula Morelenbaum, produzido por Jaques Morelenbaum (Prêmio Sharp). Em 1995, forma com Paulo Jobim, Daniel Jobim e Jaques Morelenbaum o Quarteto Jobim Morelenbaum, com quem lançaria o disco Quarteto Jobim-Morelenbaum. Em 2001, com Ryuichi Sakamoto e Jaques Morelenbaum cria o Trio Morelenbaum2/Sakamoto, que viria a gravar os CDs Casa, Live in Tokyo 2001 e A Day in New York, (Prêmio Tim 2004). Em 2004, sai seu segundo CD solo, Berimbaum, onde homenageia Vinicius de Moraes, numa concepção eletroacústica. Em 2008, finaliza novo álbum, Telecoteco, que recria em nova chave o repertório dos anos 40 e 50, pré-bossa nova, com participações de R. Sakamoto, João Donato, Marcos Valle e Bajofondo, entre outros.

José Miguel Wisnik é compositor, cantor, pianista e letrista. Professor de literatura brasileira na USP, palestrante convidado em inúmeras universidades e instituições do país e do exterior, ele é o autor de O Som e o Sentido - Uma Outra História da Música (Companhia das Letras, 1989), Sem Receita – Ensaios e Canções (Publifolha, 2004) e Veneno Remédio – O Futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008), entre outros escritos. Gravou três discos solo – José Miguel Wisnik (1992), São Paulo Rio (2000) e Pérolas aos Poucos (2003); e suas canções vêm sendo interpretadas por artistas como Caetano Veloso, Gal Costa, Djavan, Zélia Duncan, Maria Bethania, Ná Ozzetti e Zélia Duncan. Wisnik é o autor também de trilhas para balés do Grupo Corpo – Nazareth, Parabelo (em parceria com Tom Zé) e Onqotô (em parceria com Caetano Veloso) –, peças do Teatro Oficina e filmes como Terra Estrangeira e Janelas da Alma.

Arthur Nestrovski fez o doutorado em música na Univ. de Iowa (EUA). Diretor artístico da Osesp, foi professor titular no programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC/SP (1991-2005), editor da Publifolha e articulista da Folha de S.Paulo (de 1992 até 2009). É autor de Notas Musicais (2000) e co-autor de Três Canções de Tom Jobim (2004), entre outros livros – incluindo alguns premiados títulos de literatura infantil (como Histórias de Avô e Avó e Bichos Que Existem e Bichos Que Não Existem).
Voltou à atividade musical como violonista em 2004, apresentando-se com artistas como Zé Miguel Wisnik, Ná Ozzetti e Zélia Duncan, entre outros. Em 2007, sai seu CD solo JobimViolão (IMS/Gaia - relançado em 2009 pela Biscoito Fino) e outro, Tudo o Que Gira Parece a Felicidade (Gaia), trilha de canções e peças instrumentais, para um espetáculo de Ivaldo Bertazzo e Inês Bogéa, com o projeto Cidadança.
Em 2010 lançou outro disco solo, Chico Violão e em 2011 um CD de canções, Pra Que Chorar

NECESSIDADES TÉCNICAS

2 microfones de voz
[levaremos: 1 Microfone Neuman
1 In Ear Sistem Monitor Shure -- Paula M.]
2 pedestais girafa
1 direct-box para violão
Mesa de som, com 3 vias para monitor e reverb
Caixas de PA e retornos
1 cadeira plana, ou banco de piano
2 estantes para partitura
opcional: 1 mesa + 1 tapete (cenário, ver mapa) +
1 garrafa de whiskey + 2 copos